As
betaras pertencem à família Sciaenidae. Nesta mesma família podemos encontrar espécies como as pescadas, pescadinhas, corvinas, castanhas, roncadores, marias-luizas, miraguaias, etc. No Brasil podemos encontrar cerca de 50 espécies. As betaras possuem como características marcantes a presença de um único barbilhão no queixo e um só espinho na nadadeira anal. Conforme o posicionamento de sua boca pode-se verificar que são peixes que buscam seus alimentos junto ao substrato e, portanto, são encontrados no fundo dos ambientes aquáticos, principalmente em regiões de areias de praia, sempre próximo à arrebentação. Podem, em menor escala, também ocorrer em locais com profundidade de 50m e junto a substratos rochosos. Os jovens podem ser encontrados em regiões estuarinas e de manguezais. Existem 3 espécies no litoral brasileiro. Duas distribuem-se em toda a costa (M. littoralis e M. americanus) e uma só no nordeste (M. marticensis). A diferenciação entre as três espécies de betaras pode ser assim descrita: M. littoralis (Holbrook, 1860) - Betara-branca - Escamas do peito menores que as dos flancos; cor geral cinza-prateada, sem barras escuras nos flancos; M. americanus (Linnaeus, 1758) - Papa-terra / Corvina-cachorro / Embetara / Pira-siriríca / Carametara / Sambetara / Judeu / Tambetara / Tremutara e Betara-preta) - tendo dorso marrom-acinzentado, flancos com faixas escuras indistintas, frequentemente misturadas a fundo escurecido; M. marticensis / saxatilis - betara-de-galha - Flancos com barras escuras distintas, diagonais, que formam um "V" sob a nadadeira dorsal anterior. Nadadeira dorsal anterior com um espinho alongado. Alimenta-se de pequenos peixes, algas e moluscos, podendo chegar a 50cm de comprimento.